Problema
Um app bancário que cresce acumula funcionalidades, e a navegação começa a refletir a estrutura do banco, não o modelo mental do cliente.
Itaú
Case de Product Design · Zup Innovation · 2021–2023 · Em produçãoEvolução da navegação, menu e arquitetura de acesso às principais funcionalidades do App Itaú — hoje em produção.

/resumo executivo
Um app bancário que cresce acumula funcionalidades, e a navegação começa a refletir a estrutura do banco, não o modelo mental do cliente.
Redesenhei a arquitetura de navegação, o menu e os atalhos, e ajudei a estruturar como essa navegação seria mantida e evoluída internamente.
Product Designer (UX / Arquitetura da Informação), do discovery ao delivery, pela Zup Innovation.
Nova navegação validada por tarefas reais e hoje em produção no App Itaú. Resultados quantitativos sob confidencialidade.
/01 · visão geral
/02 · problema
À medida que o app cresce, cada nova funcionalidade disputa espaço na mesma navegação. O desafio não era estético; era responder melhor a alguns pontos ao mesmo tempo:
/03 · investigação
Analisei comportamento de uso, estudei repertório de padrões de mercado e usei Card Sorting para aproximar a estrutura da navegação do modelo mental dos clientes: agrupamentos naturais, proximidade semântica entre funcionalidades e nomenclaturas mais intuitivas.
A navegação refletia a estrutura do banco ou a forma como o cliente realmente usava o produto?
Essa pergunta guiou a decisão de tratar a navegação por frequência, relevância, contexto e intenção, não com todos os itens no mesmo peso.
Para preservar informações internas do banco, percentuais, rankings, volumes e métricas específicas não são exibidos neste case público.
/04 · trade-off central
O espaço da navegação principal é escasso: cada item fixo compete diretamente pela atenção. Manter tudo visível dava conforto de curto prazo, mas travava a evolução; enxugar demais escondia funções que alguns perfis usavam muito.
necessidades do cliente + prioridades do negócio + escalabilidade da arquitetura
Priorizei previsibilidade e uso recorrente na navegação fixa e resolvi a diversidade de necessidades com atalhos e personalização, em vez de tratar todos os itens como igualmente importantes. O critério em cada decisão: o custo de manter um item ali precisa ser menor que o valor que ele entrega ao cliente.
/05 · decisões de design
Problema
A navegação principal tem espaço limitado; cada item adicionado compete pela atenção do usuário.
Decisão
Reavaliei a presença de elementos de baixa utilização na navegação fixa e tornei esse espaço mais relevante para tarefas recorrentes.
Por quê?
Uma funcionalidade existir não significa que ela precisa ocupar um espaço fixo. A pergunta passou a ser o valor real de mantê-la ali.
Problema
A estrutura mental dos clientes sobre onde encontrar funções estava fragmentada entre diferentes pontos de acesso.
Decisão
Reposicionei o Menu como porta de entrada mais explícita do ecossistema e valorizei os atalhos como parte estratégica da navegação.
Por quê?
Nem todos os usuários precisam da mesma navegação; a personalização reduz a distância entre intenção e ação.
Problema
Aprovação subjetiva não indica que a navegação funciona no uso cotidiano.
Decisão
Validei as propostas com tarefas representativas do uso real: localizar uma função, concluir uma tarefa, entender os rótulos, navegar sem desvios.
Por quê?
Em vez de perguntar se o usuário gostava, observei se ele conseguia usar. As validações indicaram boa capacidade de conclusão e percepção de clareza e rapidez.
/06 · governança e escala
Não desenhei apenas a navegação para o cliente. Participei também da construção de uma solução interna para gerenciar e evoluir a estrutura de menus e itens de navegação ao longo do tempo.
Não desenhamos apenas uma nova navegação para o cliente. Pensamos em como ela poderia ser mantida e evoluída pela organização.
Para preservar informações proprietárias, detalhes de tecnologia, regras de permissão, nomenclaturas internas e lógica de implementação foram omitidos.
/07 · influência
/01 · Produto
Ajudei a priorizar o que entrava e saía da navegação fixa, com base em frequência e intenção, em alinhamento com os times.
/02 · Engenharia
Desenhei a arquitetura de navegação e a camada de governança considerando o que era sustentável de manter e evoluir.
/03 · Negócio e stakeholders
Traduzi prioridades de negócio e comportamento de uso em uma estrutura de navegação comum, mantendo diferentes áreas alinhadas.
/08 · impacto
/01
Menos caminhos até as funções mais usadas.
/02
Estrutura clara de acesso, preparada para personalização.
/03
Arquitetura que cresce sem aumentar proporcionalmente em complexidade.
A nova navegação foi validada por tarefas reais e está em produção hoje no App Itaú, servindo de base para a evolução seguinte da experiência. Resultados quantitativos sob confidencialidade.
/09 · conclusão
Ele faz o cliente sentir que ela estava exatamente onde deveria estar.
O trabalho não foi reorganizar itens: foi criar uma estrutura capaz de acompanhar a evolução do app sem transferir a complexidade do ecossistema para quem usa.
/meu papel
Atuei como Product Designer pela Zup Innovation, colaborando com Design, Produto, Engenharia e Negócio do Itaú, do discovery ao delivery: investigação e análise de comportamento, benchmark, arquitetura da informação, card sorting, criação de fluxos, prototipação e testes de usabilidade.